Escolher uma empresa para criar um site não consiste apenas em comparar portefólios e escolher o orçamento mais baixo.
Duas propostas podem referir exatamente o mesmo número de páginas e, ainda assim, representar projetos completamente diferentes. Uma pode incluir apenas a adaptação de um template e a inserção de conteúdos fornecidos pelo cliente. Outra pode abranger planeamento, organização dos serviços, preparação dos textos, design personalizado, SEO técnico, testes, formação e apoio depois da publicação.
Por isso, a melhor empresa não é necessariamente a maior, a mais conhecida ou a que apresenta o preço mais elevado. É aquela que compreende o objetivo do projeto, explica claramente o que será desenvolvido e entrega uma solução adequada à realidade do negócio.
Antes de contratar, convém avaliar três áreas:
Se quiser ajuda para criar um website profissional para o seu negócio, fale connosco.
- a qualidade do trabalho apresentado;
- a clareza da proposta;
- a forma como a empresa irá acompanhar o projeto.
Neste guia, explicamos como analisar cada uma destas áreas, que perguntas deve fazer e que sinais podem indicar problemas antes de assinar o orçamento.
A melhor empresa depende do tipo de website de que precisa
Não existe um fornecedor ideal para todos os projetos.
Uma pequena empresa que precisa de um site institucional com cinco páginas pode trabalhar bem com um profissional ou uma equipa pequena. Por outro lado, uma loja online com milhares de produtos, integração com faturação e sincronização de stock poderá exigir competências técnicas mais específicas.
Antes de começar a procurar fornecedores, defina a função principal do website.
Pode ser:
- apresentar a empresa;
- gerar pedidos de orçamento;
- captar marcações;
- vender produtos;
- receber pagamentos;
- publicar conteúdos;
- reforçar a presença local;
- ligar diferentes plataformas;
- criar uma área reservada;
- apoiar clientes existentes.
Esta definição influencia a escolha.
Uma empresa especializada em websites institucionais pode ser adequada para um negócio de serviços, mas não possuir experiência suficiente para desenvolver uma plataforma com regras próprias. Da mesma forma, uma equipa orientada para projetos tecnológicos complexos pode tornar uma solução simples desnecessariamente cara.
Portanto, não procure apenas “a melhor empresa de criação de sites”. Procure uma empresa adequada ao seu tipo de projeto, ao orçamento disponível e aos objetivos definidos.
Prepare o projeto antes de pedir orçamentos
Uma proposta torna-se mais precisa quando o pedido inicial também é claro.
Não precisa de preparar um documento técnico extenso. No entanto, deve conseguir explicar:
- o que a empresa faz;
- quem são os clientes;
- que serviços ou produtos pretende apresentar;
- qual é o objetivo principal do website;
- que páginas considera necessárias;
- que materiais já possui;
- que funcionalidades pretende;
- se precisa de vários idiomas;
- que ferramentas utiliza atualmente;
- quando gostaria de publicar;
- que orçamento aproximado tem disponível.
Por exemplo, em vez de escrever:
Preciso de um site moderno. Quanto custa?
Pode enviar:
Pretendo criar um website para uma empresa de consultoria em Portugal. O objetivo principal é apresentar quatro serviços e receber pedidos de reunião. Preciso de homepage, sobre, quatro páginas de serviços, projetos, artigos e contactos. Já tenho logótipo e fotografias, mas preciso de apoio para organizar e melhorar os textos.
A segunda mensagem permite compreender muito melhor o âmbito.
Além disso, ajuda a comparar propostas semelhantes. Caso cada fornecedor interprete o projeto de forma diferente, receberá preços que não podem ser avaliados de forma justa.
Para preparar melhor esta fase, o artigo Como Estruturar um Website Empresarial para Gerar Mais Pedidos ajuda a perceber que páginas podem ser necessárias e como devem trabalhar em conjunto.
1. Verifique se a empresa procura compreender o negócio
Uma boa empresa de criação de sites não começa imediatamente por perguntar que cores pretende utilizar.
Antes disso, deve procurar compreender:
- que problema o website precisa de resolver;
- quem irá utilizá-lo;
- como a empresa consegue clientes;
- que serviços são prioritários;
- que dúvidas surgem antes do contacto;
- que ação pretende gerar;
- como o projeto será atualizado no futuro.
Estas perguntas mostram que o fornecedor não está apenas a preparar uma aparência visual. Está a tentar perceber a função do website.
Por outro lado, deve ter cuidado quando a conversa se limita a:
- escolher um template;
- indicar o número de páginas;
- enviar o logótipo;
- selecionar cores;
- efetuar o pagamento.
O design é importante. Contudo, surge depois de decisões relacionadas com objetivos, conteúdo e estrutura.
Imagine uma empresa com três serviços muito diferentes. Se o fornecedor não compreender como cada serviço é contratado, poderá colocá-los todos numa única página. Visualmente, o resultado pode parecer organizado. Comercialmente, porém, poderá dificultar a compreensão e limitar o SEO.
Assim, a qualidade das perguntas feitas antes do orçamento já oferece uma primeira indicação sobre a profundidade do trabalho.
2. Analise o portefólio para além da aparência
Um portefólio ajuda a avaliar experiência, mas não deve ser analisado apenas através de preferências visuais.
Ao consultar um projeto, procure perceber:
- que tipo de empresa foi atendida;
- qual era o objetivo do website;
- como os serviços foram organizados;
- se a navegação é clara;
- se os textos ajudam a compreender a oferta;
- se os botões conduzem a ações relevantes;
- como funciona a versão mobile;
- se o projeto parece adaptado ao negócio;
- se todos os sites apresentados são demasiado semelhantes.
Um website pode não corresponder ao seu gosto pessoal e, mesmo assim, estar bem resolvido para o respetivo cliente.
Por exemplo, o site de uma clínica não deve necessariamente ter a mesma linguagem visual de uma empresa de construção. Da mesma forma, um restaurante, um advogado e uma loja online precisam de estruturas diferentes.
Portanto, procure variedade e capacidade de adaptação.
Também deve distinguir projetos reais de conceitos demonstrativos. Um template criado para mostrar uma possibilidade visual não representa necessariamente um trabalho entregue a um cliente.
Isso não torna o exemplo inválido. Contudo, a empresa deve identificar claramente o que é:
- projeto real;
- redesign conceptual;
- template demonstrativo;
- trabalho em desenvolvimento.
A página Portfólio de Websites e Templates Demonstrativos mostra como esta distinção pode ser apresentada com transparência.
3. Abra os projetos em vez de olhar apenas para capturas de ecrã
Uma imagem no portefólio mostra apenas uma parte do trabalho.
Sempre que possível, abra alguns dos websites e teste:
- menu;
- páginas internas;
- formulários;
- botões;
- versão mobile;
- velocidade;
- legibilidade;
- ligações;
- mensagens de erro;
- facilidade de contacto.
Um projeto pode parecer muito profissional numa imagem larga e apresentar problemas quando utilizado num telemóvel.
Da mesma forma, uma homepage apelativa pode esconder páginas internas pouco trabalhadas, formulários que não funcionam ou conteúdos desorganizados.
Também deve considerar que alguns websites antigos podem ter sido alterados pelo próprio cliente depois da entrega. Por isso, não avalie toda a capacidade do fornecedor através de um único projeto.
O mais importante é procurar consistência entre vários exemplos.
4. Confirme se a proposta descreve aquilo que será criado
Um bom orçamento deve ser compreensível para alguém que não trabalha em desenvolvimento web.
Expressões como “site profissional”, “SEO incluído” ou “design moderno” são demasiado genéricas quando não vêm acompanhadas por uma explicação.
A proposta deve indicar, sempre que aplicável:
- páginas incluídas;
- estrutura prevista;
- conteúdos;
- design;
- plataforma;
- formulários;
- funcionalidades;
- integrações;
- versão mobile;
- SEO técnico inicial;
- número de revisões;
- testes;
- formação;
- publicação;
- suporte posterior;
- prazo;
- custos recorrentes;
- IVA.
Em vez de apresentar apenas:
Website institucional – 900€
A proposta pode explicar:
Website institucional com homepage, sobre, três páginas de serviços, projetos e contactos. Inclui adaptação mobile, formulário, integração com WhatsApp, configuração inicial de SEO, inserção dos conteúdos fornecidos pelo cliente, duas fases de revisão e publicação.
A segunda versão reduz interpretações diferentes.
Além disso, protege ambas as partes. O cliente sabe o que receberá e o fornecedor consegue identificar pedidos que ficam fora do âmbito inicial.
Como comparar propostas sem olhar apenas para o preço
Pode utilizar esta tabela como referência:
| Elemento | O que deve verificar |
|---|---|
| Planeamento | Existe análise do negócio e definição de objetivos? |
| Estrutura | As páginas e a navegação estão identificadas? |
| Conteúdos | Quem escreve, revê e insere os textos? |
| Design | Será usado um template ou criada uma solução personalizada? |
| Mobile | O projeto será revisto em telemóveis e tablets? |
| SEO | Que tarefas concretas estão incluídas? |
| Formulários | Quantos serão criados e para onde seguem os contactos? |
| Funcionalidades | Estão descritas de forma objetiva? |
| Integrações | Que plataformas serão ligadas? |
| Revisões | Quantas fases de alterações fazem parte do preço? |
| Testes | Que dispositivos, browsers e ações serão verificados? |
| Formação | A empresa aprenderá a editar o site? |
| Acessos | Quem controlará domínio, alojamento e administração? |
| Suporte | O que acontece depois do lançamento? |
| Licenças | Existem pagamentos anuais ou mensais? |
| Prazo | Que etapas e responsabilidades influenciam a entrega? |
| IVA | O valor apresentado já inclui imposto? |
Esta comparação ajuda a perceber porque duas propostas podem ter preços diferentes.
Em muitos casos, a opção mais económica não inclui textos, otimização, formação ou acompanhamento. Isso não significa que seja uma má proposta. Significa apenas que entrega menos trabalho.
O artigo Quanto Custa Criar um Site para Empresa em Portugal? aprofunda os fatores que influenciam o orçamento.
5. Pergunte quem ficará responsável pelos conteúdos
O conteúdo costuma ser uma das áreas que mais atrasam um projeto.
Por isso, deve ficar claro desde o início quem fornecerá:
- textos;
- imagens;
- logótipo;
- dados de contacto;
- preços;
- informações legais;
- descrições de serviços;
- traduções;
- projetos;
- testemunhos.
Existem três formas comuns de trabalhar.
O cliente entrega tudo pronto
Neste caso, a empresa de criação apenas insere e organiza os materiais.
A proposta tende a ser mais económica. Contudo, o projeto depende da qualidade e da entrega atempada dos conteúdos.
O fornecedor revê os conteúdos
O cliente envia uma base, enquanto a equipa melhora títulos, clareza, estrutura e chamadas para ação.
Esta solução pode oferecer um bom equilíbrio para empresas que conhecem bem os serviços, mas não possuem experiência em escrita para websites.
O fornecedor cria os textos
Aqui, o projeto pode incluir entrevistas, pesquisa, planeamento e copywriting.
Naturalmente, o investimento aumenta. No entanto, a empresa recebe páginas pensadas especificamente para apresentar e vender os serviços.
Antes de contratar, confirme também quantas revisões dos textos estão incluídas.
Um website visualmente profissional continuará fraco se apresentar frases vagas, informações incompletas ou conteúdos copiados de concorrentes.
O artigo Como Escrever Textos para um Site Empresarial que Gera Contactos mostra porque esta parte merece tanta atenção como o design.
6. Perceba o que significa “design personalizado”
A expressão “design personalizado” pode ter interpretações diferentes.
Pode significar:
- adaptação de um template;
- alteração de cores e tipografia;
- reorganização de secções;
- criação de modelos próprios para cada página;
- protótipo completo em Figma;
- desenvolvimento de componentes exclusivos.
Nenhuma destas abordagens é automaticamente superior.
Um bom template adaptado pode ser suficiente para uma pequena empresa. Por outro lado, um negócio com identidade forte, diferentes públicos ou necessidades específicas poderá beneficiar de um trabalho mais personalizado.
O problema surge quando a proposta promete exclusividade, mas entrega uma estrutura praticamente igual à utilizada em dezenas de outros projetos.
Por isso, pergunte:
- O design parte de um template?
- Que elementos serão adaptados?
- Haverá protótipo antes do desenvolvimento?
- As páginas terão estruturas diferentes?
- Quantas propostas visuais serão apresentadas?
- Como funcionam as revisões?
- O design será preparado para mobile?
Estas respostas ajudam a alinhar expectativas.
7. Confirme que a estrutura será adaptada ao conteúdo

Uma empresa competente não deve obrigar todo o conteúdo a caber num modelo escolhido antes de compreender o projeto.
Primeiro, deve analisar-se:
- o que precisa de ser comunicado;
- que informação tem maior prioridade;
- como os serviços se relacionam;
- que provas existem;
- que ação deve ser destacada.
Depois, o design organiza estes elementos.
Quando o processo funciona ao contrário, surgem problemas como:
- textos cortados para caber nos blocos;
- secções sem conteúdo suficiente;
- imagens colocadas apenas para preencher espaço;
- páginas repetitivas;
- serviços diferentes apresentados da mesma forma;
- excesso de elementos decorativos.
O resultado pode parecer visualmente equilibrado, mas não representar corretamente a empresa.
8. Avalie a preparação técnica do website
Nem todos os problemas técnicos são visíveis durante uma apresentação.
Por isso, pergunte o que será incluído relativamente a:
- velocidade;
- segurança;
- certificado SSL;
- backups;
- formulários;
- proteção contra spam;
- otimização de imagens;
- redirecionamentos;
- compatibilidade entre browsers;
- versão mobile;
- sitemap;
- indexação;
- analytics;
- cookies;
- atualizações.
Não precisa de exigir uma lista enorme de termos técnicos. Contudo, o fornecedor deve conseguir explicar como tratará a estabilidade e a publicação do projeto.
Também deve esclarecer quem ficará responsável por estes elementos depois da entrega.
Um website pode funcionar corretamente no lançamento e apresentar problemas mais tarde devido a atualizações, incompatibilidades ou alterações feitas sem controlo.
Por isso, a continuidade técnica deve fazer parte da decisão, mesmo quando a manutenção é contratada separadamente.
9. Não aceite “SEO incluído” sem uma explicação

A expressão “SEO incluído” pode representar desde a instalação de um plugin até uma estratégia completa.
Na criação inicial, uma base de SEO pode incluir:
- estrutura de headings;
- URLs claros;
- títulos SEO;
- meta descrições;
- sitemap;
- configuração de indexação;
- otimização de imagens;
- links internos;
- adaptação mobile;
- ligação ao Search Console.
Já um trabalho mais aprofundado pode envolver:
- pesquisa de palavras-chave;
- análise da concorrência;
- planeamento de páginas;
- SEO local;
- produção de artigos;
- melhoria contínua;
- acompanhamento de resultados;
- construção de autoridade.
São serviços diferentes.
Portanto, pergunte exatamente:
- Que tarefas de SEO serão realizadas?
- Em quantas páginas?
- As palavras-chave serão pesquisadas?
- O Search Console será configurado?
- O website ficará preparado para novos conteúdos?
- Existe acompanhamento depois da publicação?
- Quem ficará responsável pela estratégia futura?
Nenhuma empresa séria consegue garantir uma posição específica no Google apenas através da criação do site.
Por outro lado, um website mal estruturado pode dificultar o crescimento orgânico desde o início. Assim, uma base de SEO para websites deve ser considerada durante o planeamento, e não apenas depois do lançamento.
10. Verifique se poderá editar o website
A empresa deve compreender que nível de autonomia receberá.
Pergunte se poderá:
- alterar textos;
- substituir imagens;
- publicar artigos;
- adicionar projetos;
- criar páginas;
- atualizar preços;
- consultar formulários;
- gerir produtos;
- criar utilizadores.
Também deve saber que alterações exigirão apoio técnico.
Nem todos os elementos precisam de ser editáveis. Permitir mudanças em áreas sensíveis pode criar problemas de design ou funcionamento.
Contudo, as tarefas frequentes devem ser simples.
Se cada pequena atualização depender obrigatoriamente do fornecedor, o custo de gestão poderá aumentar ao longo do tempo.
A proposta deve indicar se existe:
- formação;
- manual;
- vídeo explicativo;
- sessão de acompanhamento;
- suporte inicial.
A autonomia não significa abandonar o cliente depois da entrega. Significa permitir que a empresa trate das tarefas comuns sem criar uma dependência desnecessária.
11. Confirme quem será proprietário do domínio e das contas
Este é um dos pontos mais importantes.
A empresa cliente deve possuir ou controlar:
- domínio;
- alojamento;
- conta do CMS;
- ferramentas de análise;
- Search Console;
- emails;
- licenças pagas em seu nome;
- plataformas externas;
- contas de publicidade, quando aplicável.
O fornecedor pode tratar das configurações. No entanto, os acessos devem ser entregues e as contas críticas não devem ficar exclusivamente sob o seu controlo.
Antes de contratar, pergunte:
- Em nome de quem será registado o domínio?
- Terei acesso ao alojamento?
- Receberei um utilizador administrador?
- Posso mudar de fornecedor no futuro?
- Quem paga e renova as licenças?
- O que acontece se terminar a colaboração?
- Será possível exportar os conteúdos?
Uma empresa profissional deve responder com clareza.
Ter controlo sobre os ativos digitais protege o negócio e facilita futuras alterações.
12. Analise a forma de comunicação
A qualidade técnica é importante, mas a comunicação influencia todo o projeto.
Observe se a empresa:
- responde às perguntas;
- explica sem complicar;
- cumpre horários combinados;
- regista decisões;
- apresenta etapas;
- esclarece responsabilidades;
- avisa sobre possíveis limitações;
- oferece alternativas;
- evita promessas exageradas.
Também deve perceber quem será o contacto principal.
Numa equipa maior, poderá falar com um gestor de projeto. Num pequeno estúdio, poderá comunicar diretamente com quem desenvolve o website.
Nenhum modelo é necessariamente melhor. O importante é saber:
- quem acompanha o projeto;
- onde serão enviadas as informações;
- com que frequência haverá atualizações;
- como serão aprovadas as etapas;
- em quanto tempo costuma receber resposta.
Uma comunicação desorganizada pode gerar erros, repetições e atrasos, mesmo quando existe capacidade técnica.
13. Compreenda como funcionam as revisões
O pedido de “alterações ilimitadas” pode parecer vantajoso. Contudo, muitas vezes indica que não existe um processo bem definido.
Um projeto organizado costuma dividir as revisões por etapas:
- estrutura;
- conteúdos;
- design;
- desenvolvimento;
- testes finais.
Assim, cada área é validada antes de avançar.
Se a empresa aprovar o design e, já no final, decidir alterar toda a estrutura, será necessário repetir trabalho.
Por isso, a proposta deve explicar:
- quantas fases de revisão existem;
- quanto tempo o cliente tem para responder;
- como deve enviar o feedback;
- que alterações são consideradas adicionais;
- como se calcula o custo de trabalho fora do âmbito.
Esta organização não serve para limitar a participação do cliente. Serve para evitar decisões contraditórias e manter o prazo previsível.
14. Pergunte o que acontece depois da publicação
O lançamento não deve representar o desaparecimento do fornecedor.
Confirme se existe um período para:
- corrigir erros;
- acompanhar formulários;
- verificar analytics;
- resolver problemas de compatibilidade;
- esclarecer dúvidas;
- fazer pequenos ajustes.
Além disso, perceba a diferença entre:
- garantia sobre o trabalho desenvolvido;
- suporte técnico;
- manutenção;
- novas alterações;
- desenvolvimento adicional.
Uma correção de erro não é o mesmo que criar uma funcionalidade nova.
Da mesma forma, a manutenção mensal pode incluir atualizações e backups, mas não necessariamente novas páginas ou alterações ilimitadas.
A proposta deve explicar estas diferenças.
Freelancer, empresa pequena ou agência: o que escolher?
A escolha depende da dimensão e das necessidades do projeto.
| Opção | Pode ser adequada quando | O que deve verificar |
|---|---|---|
| Freelancer | O projeto é simples e pretende contacto direto | Disponibilidade, competências e suporte futuro |
| Estúdio ou empresa pequena | Precisa de proximidade e várias competências | Processo, distribuição de tarefas e continuidade |
| Agência | O projeto envolve estratégia, design, conteúdo e campanhas | Quem executará o trabalho e que custos estão incluídos |
| Plataforma DIY | O orçamento é muito reduzido e pode criar o site internamente | Tempo disponível, limitações e custos recorrentes |
| Equipa técnica especializada | Existem integrações ou funcionalidades complexas | Experiência técnica, documentação e manutenção |
Não escolha apenas com base no nome utilizado.
Uma empresa pode apresentar-se como agência e ter uma equipa muito pequena. Um freelancer pode colaborar com especialistas externos. Um estúdio local pode possuir experiência suficiente para um projeto completo.
Por isso, avalie a capacidade real, a comunicação e o processo.
15. Compare os prazos com realismo
Um prazo muito curto pode parecer atraente, mas precisa de ser analisado juntamente com o âmbito.
Um site simples poderá ser criado rapidamente quando:
- a estrutura está definida;
- os conteúdos estão prontos;
- o design utiliza uma base existente;
- não existem integrações;
- o feedback é rápido.
Por outro lado, um projeto com várias páginas, copywriting, design personalizado e funcionalidades próprias exige mais tempo.
Pergunte:
- Quando começa o projeto?
- Que etapas estão previstas?
- Em que momento devo entregar os conteúdos?
- Quanto tempo tenho para aprovar?
- O prazo inclui revisões?
- O que pode causar atrasos?
- A data de entrega depende de terceiros?
Um calendário credível distribui responsabilidades entre fornecedor e cliente.
O artigo Quanto Tempo Demora Criar um Site para Empresa? explica porque a entrega dos conteúdos e o feedback influenciam tanto como o desenvolvimento.
16. Analise o preço em relação ao âmbito
O orçamento mais baixo não é automaticamente uma má escolha. Da mesma forma, o mais caro não garante o melhor resultado.
O preço deve ser analisado em relação a:
- profundidade do planeamento;
- quantidade e tipo de páginas;
- criação de conteúdos;
- personalização;
- funcionalidades;
- integrações;
- testes;
- formação;
- suporte;
- experiência da equipa.
Também deve considerar custos futuros:
- domínio;
- alojamento;
- licenças;
- manutenção;
- ferramentas externas;
- novos conteúdos;
- SEO;
- alterações adicionais.
Uma proposta de 600€ pode tornar-se mais cara do que outra de 900€ quando exige pagamentos adicionais para elementos essenciais.
Em contrapartida, uma solução simples pode ser totalmente adequada para uma empresa que ainda está a validar o negócio.
Por isso, o objetivo não consiste em escolher o maior pacote. Consiste em evitar pagar por funções desnecessárias e garantir que o essencial está incluído.
Pode consultar as referências apresentadas na página de preços de criação de sites para perceber como diferentes tipos de projeto podem ser organizados.
Sinais de alerta antes de contratar
Alguns sinais merecem atenção.
A proposta não descreve o trabalho
Um único valor acompanhado por “site completo” deixa demasiadas questões em aberto.
O fornecedor promete o primeiro lugar no Google
Nenhuma empresa controla os resultados orgânicos dessa forma.
O domínio ficará apenas em nome do fornecedor
A empresa deve ter controlo sobre este ativo.
Não existe informação sobre conteúdos
Sem textos e imagens, o projeto não pode avançar corretamente.
Todos os projetos do portefólio parecem iguais
Isto pode indicar pouca adaptação a diferentes negócios.
O preço não menciona IVA ou custos recorrentes
A proposta deve permitir calcular o investimento total.
Não existem etapas ou revisões definidas
A ausência de processo pode criar alterações intermináveis e atrasos.
O fornecedor evita explicar a tecnologia
Não precisa de utilizar termos técnicos, mas deve justificar as escolhas.
Não entrega acessos administrativos
A empresa não deve ficar presa a um único fornecedor.
Utiliza pressão para fechar imediatamente
Um website é uma decisão importante e deve existir espaço para avaliar a proposta.
Recomenda funcionalidades sem explicar a utilidade
Cada elemento deve responder a uma necessidade real.
Um destes sinais isolado não prova que o fornecedor seja inadequado. No entanto, vários sinais em conjunto justificam maior cuidado.
Perguntas que deve fazer antes de assinar
Pode utilizar esta lista durante a reunião ou troca de emails:
- Que páginas estão incluídas?
- Quem prepara os textos e as imagens?
- O design será baseado num template?
- Quantas revisões fazem parte do orçamento?
- Que tarefas de SEO serão realizadas?
- O site será testado em telemóveis?
- Que plataforma será utilizada?
- Poderei editar os conteúdos?
- Receberei todos os acessos?
- Quem será proprietário do domínio?
- Existem licenças anuais?
- O alojamento está incluído?
- Como funcionará o suporte?
- O que acontece depois da publicação?
- Que alterações ficam fora do orçamento?
- Qual é o prazo previsto?
- O valor inclui IVA?
- Posso mudar de fornecedor no futuro?
- Como serão tratados os dados enviados pelos formulários?
- Quem será o contacto principal durante o projeto?
Não é necessário transformar a conversa num interrogatório. Contudo, as respostas devem aparecer no orçamento ou ficar registadas antes do início.
Um método simples para tomar a decisão
Depois de receber duas ou três propostas, pode avaliá-las através de cinco critérios.
Compreensão
A empresa percebeu o negócio e o objetivo do website?
Clareza
A proposta explica exatamente o que será desenvolvido?
Adequação
A solução corresponde à dimensão e às necessidades do projeto?
Confiança
O portefólio, a comunicação e as condições transmitem segurança?
Continuidade
A empresa terá acessos, autonomia e apoio depois do lançamento?
Pode atribuir uma classificação de 1 a 5 a cada critério.
| Critério | O que deve verificar | Porque é importante |
|---|---|---|
| Compreensão do projeto | A empresa procurou perceber o negócio, o público, os serviços e o objetivo principal do website? | Uma solução adequada deve partir das necessidades reais da empresa, e não apenas de um template disponível. |
| Clareza da proposta | As páginas, funcionalidades, conteúdos, revisões e prazos estão descritos de forma concreta? | Uma proposta clara reduz dúvidas, custos inesperados e interpretações diferentes durante o projeto. |
| Qualidade do portefólio | Os projetos apresentados são variados, funcionais e adaptados a diferentes tipos de negócio? | Um bom portefólio demonstra capacidade para criar soluções próprias, em vez de repetir sempre a mesma estrutura. |
| Conteúdos | Está definido quem irá escrever, rever e inserir os textos e as imagens? | A falta de conteúdos é uma das principais causas de atrasos e páginas pouco eficazes. |
| Design | O website será baseado num template ou terá uma estrutura visual personalizada? | O nível de personalização influencia o preço, o prazo e a capacidade de representar corretamente a marca. |
| Versão mobile | O website será testado em telemóveis e tablets, e não apenas ajustado automaticamente? | Muitos visitantes utilizam o smartphone, por isso a navegação, os formulários e os botões precisam de funcionar corretamente. |
| SEO inicial | A proposta explica que tarefas de SEO serão realizadas? | Expressões como “SEO incluído” são demasiado vagas quando não indicam títulos, sitemap, indexação e links internos. |
| Funcionalidades | Formulários, marcações, pagamentos ou integrações estão descritos de forma clara? | Cada funcionalidade deve responder a uma necessidade real e ser testada antes da publicação. |
| Processo de trabalho | Existem etapas definidas para estrutura, design, desenvolvimento, revisões e lançamento? | Um processo organizado reduz alterações tardias e ajuda a manter o prazo previsto. |
| Comunicação | Está claro quem acompanhará o projeto e como serão enviadas as atualizações e aprovações? | Uma comunicação simples e regular evita decisões contraditórias e informação perdida. |
| Autonomia | A empresa poderá alterar textos, imagens, artigos ou produtos sem depender sempre do fornecedor? | A autonomia reduz custos futuros e permite manter o website atualizado. |
| Acessos e propriedade | O cliente receberá acesso ao domínio, alojamento, CMS, Search Console e restantes contas? | Os principais ativos digitais devem permanecer sob controlo da empresa. |
| Formação | Está incluída uma sessão, manual ou vídeo para aprender a gerir o website? | A formação facilita a utilização diária e reduz erros depois da entrega. |
| Suporte posterior | Existe um período de apoio depois da publicação e está claro o que inclui? | Alguns problemas só aparecem depois do lançamento, por isso convém saber quem fará as correções. |
| Custos recorrentes | Estão identificados domínio, alojamento, licenças, manutenção e ferramentas externas? | O investimento total não termina necessariamente com o pagamento inicial. |
| Prazo | O calendário inclui as responsabilidades do fornecedor e do cliente? | A entrega de textos, imagens e feedback também influencia a data de conclusão. |
| IVA | O valor apresentado já inclui IVA? | Esta confirmação evita comparar um preço final com outro ao qual ainda será acrescentado imposto. |
| Relação entre preço e trabalho | O valor corresponde realmente ao número de páginas, conteúdos, funcionalidades e apoio incluídos? | A proposta mais barata pode excluir elementos essenciais, enquanto a mais cara deve justificar claramente o trabalho adicional. |
Neste caso, as colunas ficam vazias de propósito, porque a tabela funciona como uma ferramenta para comparar as propostas que recebeu.
Ainda assim, não escolha apenas através da pontuação total. Um único problema relacionado com propriedade do domínio, falta de acessos ou condições pouco claras pode ter mais importância do que vários pontos positivos.
A escolha certa deve trazer clareza, não mais confusão
Ao terminar a análise, deve conseguir responder:
- Sei o que será criado?
- Percebo porque esta estrutura foi recomendada?
- Conheço as minhas responsabilidades?
- Sei quanto vou pagar?
- Conheço os custos futuros?
- Sei quem controla as contas?
- Percebo como funcionam as revisões?
- Sei o que acontece depois da publicação?
- Confio na comunicação da equipa?
Caso continue com muitas dúvidas depois de receber a proposta, peça esclarecimentos antes de avançar.
Uma boa empresa não precisa de prometer resultados extraordinários. Precisa de explicar o processo, reconhecer limitações e propor uma solução proporcional ao projeto.
Conclusão
Escolher a melhor empresa para criar um site em Portugal exige mais do que comparar preços e observar homepages bonitas.
É necessário analisar:
- compreensão do negócio;
- qualidade e variedade do portefólio;
- clareza da proposta;
- responsabilidade pelos conteúdos;
- nível de personalização;
- preparação técnica;
- autonomia;
- propriedade das contas;
- comunicação;
- revisões;
- suporte posterior.
A melhor escolha não será obrigatoriamente a empresa que apresenta mais funcionalidades.
Será aquela que consegue explicar:
- o que o seu negócio precisa;
- porque recomenda determinada estrutura;
- como irá desenvolver o projeto;
- o que está incluído;
- como o website poderá crescer.
Quando estas condições estão claras, o processo torna-se mais previsível e a empresa reduz o risco de receber um site bonito, mas pouco útil para os seus objetivos.
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A Netwods desenvolve websites profissionais para empresas que precisam de apresentar melhor os seus serviços, gerar contactos e construir uma presença digital preparada para crescer.
Antes de apresentar uma proposta, analisamos o objetivo, as páginas, os conteúdos e as funcionalidades necessárias.
Explique-nos o seu projeto e receba uma solução ajustada às necessidades reais da sua empresa.


